HMU de Guarulhos recebe novas estruturas, equipamentos e ambulâncias

O Hospital Municipal de Urgências (HMU) de Guarulhos recebeu melhorias estruturais, novos equipamentos assistenciais e duas ambulâncias destinadas ao transporte inter-hospitalar. As intervenções fazem parte do programa Saúde pra Todos, iniciativa da Prefeitura voltada à modernização da rede municipal de saúde.

Entre as mudanças está a renovação da estrutura do centro cirúrgico, que passou a contar com três novos focos cirúrgicos e quatro mesas para procedimentos. Segundo a administração municipal, os equipamentos ampliam a estrutura disponível para os atendimentos realizados no hospital.

O HMU também recebeu dez carrinhos beira-leito e dez novas cadeiras de rodas, equipamentos utilizados na assistência e no deslocamento de pacientes dentro da unidade.

Ambientes também passaram por mudanças

Além dos equipamentos médicos, o hospital recebeu intervenções na estrutura física. A unidade teve a pintura interna renovada, além da instalação de novo piso e atualização da comunicação visual.

As mudanças buscam melhorar a organização dos espaços e facilitar a circulação de pacientes e acompanhantes pelos diferentes setores do hospital.

Duas ambulâncias reforçam transferências

O HMU também incorporou duas novas ambulâncias, que já estão em operação para o transporte inter-hospitalar de pacientes.

Os veículos são utilizados nas transferências entre diferentes unidades da rede de saúde e, segundo a Prefeitura, ampliam a capacidade logística do município para esse tipo de atendimento.

Melhorias fazem parte do Saúde pra Todos

As intervenções no HMU foram realizadas em parceria com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Bernardo do Campo, organização social responsável pela gestão do hospital.

As ações integram o Saúde pra Todos, programa que reúne mais de 15 iniciativas de ampliação e modernização da rede municipal, incluindo reformas, novas unidades e melhorias em equipamentos de saúde.

De acordo com a administração municipal, o conjunto de ações busca ampliar o acesso aos serviços e melhorar as condições de atendimento à população.

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UBSs de Guarulhos oferecem atendimento para adolescentes em áreas como vacinação e saúde mental

A Unidade Básica de Saúde (UBS) também é um espaço de cuidado para adolescentes. Vacinação, saúde mental, alimentação, saúde bucal, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e acompanhamento das transformações físicas e emocionais estão entre os serviços que podem ser acessados por esse público na rede municipal de Guarulhos.

A orientação da Secretaria da Saúde ocorre nesta terça-feira (22), Dia Nacional da Saúde de Adolescentes e Jovens. A data busca chamar a atenção para a importância do acompanhamento dessa população, que muitas vezes procura os serviços de saúde apenas quando apresenta algum problema.

De acordo com o Ministério da Saúde, a adolescência compreende o período dos 10 aos 19 anos e é marcada por mudanças físicas, emocionais e sociais. Nesse período, o acompanhamento pela Atenção Primária pode contribuir para a prevenção de doenças e para a formação de hábitos que podem influenciar a saúde ao longo da vida.

Na UBS, o adolescente pode conferir a situação vacinal, conversar sobre alimentação e sono, receber atendimento odontológico e esclarecer dúvidas relacionadas às mudanças do corpo, sexualidade e saúde emocional.

Vacinação :

Manter a carteira de vacinação atualizada está entre os principais cuidados durante a adolescência. Conforme a idade e o histórico vacinal, o Calendário Nacional de Vacinação prevê imunizantes contra HPV, dengue e doença meningocócica, além da atualização de vacinas como hepatite B, difteria e tétano, febre amarela e tríplice viral.

A vacinação contra o HPV recebe atenção especial por prevenir infecções causadas pelo papilomavírus humano, que estão associadas a diferentes tipos de câncer.

Dados da Secretaria da Saúde apontam que, em 2026, a cobertura da vacina contra o HPV entre meninas de 9 a 14 anos chegou a 94,76%, acima da meta de 90% estabelecida pelo Programa Nacional de Imunizações. Entre os meninos da mesma faixa etária, a cobertura está em 83,75%.

Saúde mental também faz parte do atendimento

O cuidado com adolescentes não se limita às questões físicas. Relações familiares e sociais, dificuldades na escola, autoestima, ansiedade, sofrimento emocional, uso de álcool e outras drogas e situações de violência também podem ser abordados durante o atendimento.

A UBS pode ser a porta de entrada para esses casos. A equipe realiza o acolhimento e avalia a necessidade de acompanhamento específico ou encaminhamento para outros serviços da rede.

Entre eles estão os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) Infantojuvenis Recriar e Amigo Jovem, que atendem crianças e adolescentes que necessitam de acompanhamento em saúde mental.

Alimentação e saúde bucal

A alimentação também integra o acompanhamento realizado na Atenção Primária. Durante as consultas, os profissionais podem avaliar crescimento e desenvolvimento e orientar sobre alimentação saudável, atividade física e outros hábitos importantes para a adolescência.

Na área de saúde bucal, as equipes trabalham com prevenção, diagnóstico e tratamento de problemas odontológicos. Orientações sobre escovação, uso do fio dental e alimentação equilibrada fazem parte das ações destinadas a evitar problemas que podem acompanhar o paciente até a idade adulta.

Sexualidade e prevenção de ISTs

A adolescência também é uma etapa importante para o acesso a informações confiáveis sobre sexualidade, prevenção de ISTs, métodos contraceptivos e saúde reprodutiva.

As UBSs disponibilizam preservativos e oferecem ações de prevenção, diagnóstico e tratamento das infecções sexualmente transmissíveis. A rede também realiza testes para HIV, sífilis e hepatites virais.

O atendimento permite que os adolescentes esclareçam dúvidas e recebam orientações de profissionais de saúde em um ambiente de acolhimento e respeito à autonomia.

Adolescente pode procurar a UBS sozinho

Outro aspecto importante é que o adolescente pode procurar um serviço de saúde mesmo sem estar acompanhado pelos pais ou responsáveis. As orientações do Ministério da Saúde estabelecem o acolhimento do adolescente que chega sozinho à unidade, com avaliação individual pela equipe e respeito ao sigilo profissional, observados os direitos de proteção previstos na legislação.

Quando estiver acompanhado, o adolescente também deve participar ativamente da consulta e ser considerado protagonista do próprio cuidado.

Mais do que um local destinado ao tratamento de doenças, a UBS pode acompanhar o adolescente durante a transição entre a infância e a vida adulta. Atualizar uma vacina, tirar uma dúvida ou conversar sobre uma situação que esteja causando preocupação são formas de cuidar da saúde.

Serviço :

Os endereços das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Guarulhos podem ser consultados no site oficial da Prefeitura.

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Guarulhos começa a aplicar vacina pneumo 20 em pessoas com 85 anos ou mais

A Prefeitura de Guarulhos iniciou a vacinação com a pneumocócica conjugada 20-valente, conhecida como pneumo 20, para moradores com 85 anos ou mais. A vacina está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município.

A medida segue as novas orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, e tem como objetivo ampliar a proteção da população idosa contra doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, entre elas pneumonia e meningite.

Antes da aplicação, os profissionais da rede municipal verificam o histórico de vacinação de cada pessoa para definir qual esquema deve ser seguido.

Quem pode receber a pneumo 20 ?

Para pessoas com 85 anos ou mais que nunca receberam vacina pneumocócica, a recomendação é de uma dose única da pneumo 20.

Quem recebeu anteriormente uma dose da pneumo 13 ou da pneumo 15 deverá receber uma dose da pneumo 20, desde que tenha passado pelo menos dois meses desde a aplicação anterior.

Nos casos em que o idoso recebeu uma dose da pneumo 23, a orientação é aplicar uma dose da pneumo 20, respeitando um intervalo mínimo de 12 meses.

Já quem recebeu duas doses da pneumo 23 ou tomou uma dose da pneumo 13 ou pneumo 15 acompanhada de uma dose da pneumo 23 não tem indicação para receber a pneumo 20, de acordo com as orientações do Ministério da Saúde.

Como se vacinar

Para receber a vacina, é necessário apresentar um documento que comprove a idade. Não é preciso apresentar prescrição médica.

A Secretaria Municipal da Saúde orienta que idosos com dificuldade de locomoção sejam acompanhados por familiares ou cuidadores até a UBS de referência.

Para pessoas mais fragilizadas e acamadas, a vacinação poderá ser realizada em domicílio.

Proteção para a população idosa

Com o avanço da idade, infecções pneumocócicas podem apresentar maior risco de complicações e formas graves da doença. A pneumo 20 amplia a proteção contra 20 sorotipos do Streptococcus pneumoniae.

A estratégia de vacinação busca reduzir a ocorrência de complicações, internações e mortes relacionadas às doenças pneumocócicas entre a população mais idosa.

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Guarulhos reforça rede de saúde mental e destaca importância da escuta no Setembro Amarelo

A Prefeitura de Guarulhos reforçou nesta quinta-feira (10), Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, a importância da escuta, do diálogo e do acesso ao atendimento em saúde mental. A iniciativa integra as ações do Setembro Amarelo, que neste ano tem como mensagem “Tem silêncio que é um pedido de ajuda”.

A campanha chama a atenção para sinais que podem indicar que uma pessoa está passando por sofrimento emocional e precisa de apoio. Mudanças de comportamento, isolamento, perda de interesse por atividades habituais e alterações na forma de se relacionar podem ser sinais de alerta.

CAPS registram aumento nos acolhimentos

A rede municipal de Guarulhos conta com quatro Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) voltados ao atendimento da população adulta: CAPS II Bom Clima, CAPS II Osório César, CAPS II Arco-Íris e CAPS III Alvorecer.

Entre janeiro e agosto de 2026, as unidades realizaram 3.253 acolhimentos, contra 2.259 no mesmo período de 2024. O número representa um aumento de aproximadamente 44%, com 994 atendimentos a mais.

O acolhimento é uma das principais portas de entrada para o atendimento nos CAPS. Durante esse primeiro contato, o paciente pode apresentar suas necessidades e ser ouvido por profissionais, que avaliam a situação e indicam o acompanhamento mais adequado.

Além dos serviços destinados à população adulta, o município também mantém atendimento especializado para crianças e adolescentes, pessoas com necessidades relacionadas ao uso de álcool e outras drogas e o TEAR, ampliando a assistência em saúde mental.

Escuta pode ser o primeiro passo

A Prefeitura destaca que nem sempre uma pessoa em sofrimento consegue falar claramente sobre aquilo que está enfrentando.

Por isso, familiares, amigos e pessoas próximas podem exercer um papel importante ao perceber mudanças de comportamento e abrir espaço para uma conversa.

A orientação é se aproximar, perguntar como a pessoa está, ouvir sem julgamentos e, quando necessário, ajudar na busca por atendimento profissional.

Usuários relatam mudanças após acompanhamento

Relatos de usuários dos CAPS também mostram a importância do acompanhamento contínuo.

Aos 39 anos, a dona de casa R.H. afirma que o serviço teve papel importante em seu tratamento de saúde mental e também no enfrentamento da dependência de drogas. Segundo ela, o acompanhamento contribuiu para mudanças na relação com a família e com outras pessoas.

D.R.M.D., de 44 anos, também destaca os efeitos do tratamento. Ela afirma que o acompanhamento tem ajudado no desenvolvimento de mais segurança e coragem para enfrentar os desafios do cotidiano.

Já J.J.M.I., de 60 anos, ajudante de serviços gerais, realiza tratamento há vários anos e relata melhora progressiva desde que começou a ser acompanhado pelo CAPS. Para ele, o suporte dos profissionais teve impacto significativo em sua vida.

Para Dalva Lúcia Romeu, gerente do CAPS II Osório César, os relatos reforçam a importância de um atendimento baseado na escuta e no acolhimento.

Segundo ela, o trabalho em saúde mental envolve ouvir histórias sem julgamentos e acompanhar pessoas durante processos de transformação, ajudando-as a encontrar novos caminhos e possibilidades.

Onde buscar ajuda em Guarulhos

Moradores que precisam de atendimento em saúde mental podem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou um dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) da cidade.

Em situações de emergência, a orientação é procurar imediatamente um serviço de urgência e emergência ou acionar o Samu pelo telefone 192.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) também oferece apoio emocional gratuito pelo telefone 188.

A campanha do Setembro Amarelo reforça que uma conversa pode ser o primeiro passo para identificar uma situação de sofrimento e aproximar a pessoa do cuidado necessário.

Tem silêncio que é um pedido de ajuda. Ouvir também é uma forma de cuidar.

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Vírus do Nilo Ocidental mata 41 pessoas na Itália; Brasil já registrou casos da doença em 2026

O avanço da febre do Nilo Ocidental na Itália voltou a chamar a atenção das autoridades de saúde. O país europeu contabiliza 41 mortes e 594 casos da infecção, segundo o balanço mais recente do Instituto Nacional de Saúde italiano, com dados atualizados até 8 de setembro. Do total, 306 casos correspondem à forma neuroinvasiva da doença, considerada a manifestação mais grave.

Apesar do cenário na Europa, a situação brasileira é diferente. A doença é considerada rara no Brasil, mas o país confirmou quatro casos em 2026, sendo que um deles evoluiu para morte. O Ministério da Saúde acompanha o cenário e publicou, em agosto, uma nota técnica com orientações para vigilância da doença.

Como ocorre a transmissão

A febre do Nilo Ocidental é causada pelo vírus West Nile e é transmitida principalmente pela picada de mosquitos infectados, especialmente do gênero Culex.

Os mosquitos adquirem o vírus ao picar aves infectadas e podem posteriormente transmitir o agente para seres humanos e outros animais.

A transmissão entre pessoas não ocorre normalmente por meio de contato cotidiano. Situações específicas, como transfusões de sangue e transplantes, também podem representar risco e são consideradas nas ações de vigilância sanitária.

Quais são os sintomas?

Na maioria das pessoas infectadas, a doença pode não provocar sintomas ou apresentar manifestações leves.

Quando aparecem, os sintomas podem incluir febre, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço, náuseas e vômitos.

Em uma parcela menor dos casos, a infecção pode evoluir para uma forma grave, atingindo o sistema nervoso. Nessa situação, podem ocorrer encefalite, meningite, alterações neurológicas e outros sintomas graves, principalmente entre pessoas mais vulneráveis.

Brasil tem casos, mas transmissão é considerada rara

Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde e pela Agência Gov, quatro casos foram confirmados no Brasil em 2026, reforçando a necessidade de monitoramento epidemiológico. A doença, porém, ainda não apresenta no país o mesmo padrão de circulação observado em algumas regiões da Europa.

A orientação das autoridades é manter medidas de prevenção contra picadas de mosquitos, como o uso de repelentes, roupas que protejam braços e pernas e telas em portas e janelas.

E Guarulhos?

Até o momento, os dados oficiais consultados não apontam Guarulhos como local de transmissão comunitária da febre do Nilo Ocidental.

Mesmo assim, a atenção às doenças transmitidas por mosquitos é importante no município, principalmente diante da circulação de outras arboviroses, como dengue.

Para a população, a recomendação é evitar água parada, manter quintais e áreas externas limpos e procurar atendimento de saúde diante de sintomas persistentes, principalmente quando houver febre associada a manifestações neurológicas.

O Ministério da Saúde mantém o acompanhamento da doença e disponibiliza informações técnicas para os serviços de vigilância epidemiológica.

Atenção: a febre do Nilo Ocidental não deve ser confundida com dengue, zika ou chikungunya. Apesar de todas serem doenças relacionadas a mosquitos, são causadas por vírus diferentes e apresentam características próprias.

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Guarulhos bate recorde histórico de vacinação contra o sarampo em agosto

uarulhos bateu um recorde histórico de vacinação contra o sarampo durante a intensificação realizada pela Secretaria da Saúde no período da Campanha de Multivacinação. Entre 3 de agosto e 1º de setembro de 2026, foram aplicadas 328.057 doses contra a doença, volume 60,2% superior ao maior registro anterior, alcançado em 2019.

Naquele ano, quando Guarulhos enfrentou um surto de sarampo com 916 casos confirmados, foram administradas 204.833 doses da vacina ao longo de todo o ano. O resultado obtido na campanha deste ano representa 123.224 doses a mais do que o total registrado em 2019.

A mobilização foi intensificada após a confirmação de um caso de sarampo no município. A partir disso, a Secretaria da Saúde ampliou as estratégias de vacinação para acelerar a proteção da população e facilitar o acesso aos imunizantes.

Além das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), equipes foram levadas para diferentes regiões e pontos de grande circulação da cidade, em ações realizadas fora das unidades de saúde.

Município também supera recorde mensal de vacinação
O desempenho de Guarulhos não se restringe à vacinação contra o sarampo. Durante aproximadamente um mês de campanha, foram aplicadas 481.867 doses de vacinas, sendo 328.057 contra o sarampo e outras 153.810 doses de vacinas de rotina.

O número também representa um novo recorde mensal de vacinação no município.

Até então, a maior quantidade de doses aplicadas em um único mês havia sido registrada durante a campanha de vacinação contra a Covid-19, em 2021, quando foram administradas 452.426 doses.

Com o resultado alcançado em agosto de 2026, Guarulhos superou em 6,5% a marca anterior.

Vacinação foi levada para diferentes pontos da cidade
Para ampliar o alcance da campanha, a Secretaria da Saúde adotou diferentes estratégias de vacinação. As equipes realizaram ações casa a casa, drive-thru, em shoppings, faculdades, terminais de ônibus e outros pontos estratégicos.

A estratégia teve como objetivo alcançar moradores que, por diferentes motivos, nem sempre conseguem comparecer às unidades de saúde para atualizar a caderneta de vacinação.

Segundo a administração municipal, o resultado foi possível graças à mobilização de toda a rede, envolvendo profissionais responsáveis pela aplicação das vacinas, organização das ações, busca ativa, logística e mobilização dos territórios.

A adesão dos moradores também foi fundamental para ampliar a cobertura vacinal e reforçar a proteção contra o sarampo no município.

Vacinação contra o sarampo continua nas UBSs
Apesar do encerramento da intensificação em 1º de setembro, a vacinação contra o sarampo continua disponível na rotina das unidades de saúde de Guarulhos, conforme as recomendações do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

A primeira dose da vacina deve ser aplicada aos 12 meses de idade, enquanto a segunda é indicada aos 15 meses.

Para pessoas de 12 a 29 anos que não possuem comprovação de vacinação, são recomendadas duas doses. Já adultos de 30 a 59 anos que não tenham sido vacinados anteriormente devem receber uma dose.

A Secretaria da Saúde reforça que os moradores não precisam aguardar uma nova campanha para colocar a vacinação em dia. As doses de rotina continuam disponíveis nas UBSs e no Ambulatório da Criança e do Adolescente durante todo o ano.

Quem tiver dúvidas sobre a própria situação vacinal deve procurar uma unidade de saúde. A orientação é levar a caderneta de vacinação, caso esteja disponível, para que os profissionais possam verificar o histórico de doses e indicar, se necessário, a atualização da imunização.

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Injeção contra HIV chega à Inglaterra, mas Brasil ainda enfrenta barreiras de acesso

O Serviço Nacional de Saúde da Inglaterra (NHS England) começou a disponibilizar o lenacapavir, medicamento injetável destinado a pessoas com HIV resistente a múltiplos medicamentos. A novidade amplia as opções de tratamento para pacientes que enfrentam dificuldades com os atuais esquemas terapêuticos e evidencia uma diferença de acesso em relação a países como Brasil, México e Peru.

O lenacapavir também é apontado como uma importante inovação na prevenção do HIV. A aplicação é feita duas vezes por ano, reduzindo a necessidade de comprimidos diários. A estratégia pode beneficiar especialmente pessoas que encontram dificuldades para manter a adesão a tratamentos de uso diário por motivos como estigma, discriminação, pobreza e isolamento social.

Brasil participou de estudos, mas ainda não tem acesso amplo

O contraste chama atenção porque o Brasil e outros países latino-americanos participaram de estudos clínicos relacionados ao medicamento, mas ainda não foram incluídos nas condições que permitem o acesso à versão genérica de baixo custo.

Segundo informações divulgadas pelo UOL e pelo jornal britânico *The Independent*, o preço comercial do lenacapavir pode chegar a US$ 28 mil a US$ 40 mil por paciente ao ano, enquanto estimativas apontam que versões genéricas poderiam ser produzidas por cerca de US$ 40 anuais em países de baixa renda.

A situação tem provocado críticas de organizações que defendem a ampliação do acesso a medicamentos contra o HIV. Entidades como Médicos Sem Fronteiras e STOPAIDS pressionam pela redução dos preços, pelo aumento da produção e pela inclusão de mais países nos acordos de fornecimento.

Medicamento foi aprovado no Brasil, mas ainda não chegou ao SUS

No Brasil, a aprovação regulatória do lenacapavir pela Anvisa não significa que o medicamento esteja disponível de forma rotineira no Sistema Único de Saúde (SUS). A incorporação ao sistema público depende de decisões relacionadas a preço, negociação e aquisição.

Em julho, uma negociação entre o Ministério da Saúde e a farmacêutica Gilead, fabricante do medicamento, não chegou a um acordo para viabilizar seu uso como PrEP injetável no SUS. O governo brasileiro havia apresentado uma proposta de US$ 400 por pessoa ao ano, mas a empresa não aceitou o valor.

Diferença de acesso preocupa especialistas

A situação coloca em evidência um dos principais desafios para a expansão de novas tecnologias de prevenção e tratamento do HIV: fazer com que medicamentos considerados inovadores estejam disponíveis também para populações de países de renda média.

O lenacapavir é administrado por injeção semestral para prevenção do HIV e foi aprovado no Reino Unido para essa finalidade. A autoridade sanitária britânica destaca que o medicamento reduz o risco de multiplicação e disseminação do vírus após uma exposição, devendo ser utilizado dentro de uma estratégia de prevenção que também pode incluir o uso de preservativos.

Enquanto a Inglaterra começa a incorporar o medicamento em seu sistema público, Brasil, México e Peru continuam pressionando por alternativas que permitam reduzir o custo e ampliar o acesso. O debate ganhou força durante a Conferência Internacional sobre Aids realizada no Rio de Janeiro, onde ativistas cobraram maior disponibilidade das versões genéricas do lenacapavir para países latino-americanos que participaram dos estudos clínicos.

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Médica que descobriu esclerose múltipla durante vestibular usa experiência para ajudar pacientes

O sonho de se tornar médica começou ainda na adolescência para Carolina Miranda Aranha. Mas, durante uma prova de vestibular para Medicina, em 2015, ela enfrentou um episódio que mudaria sua trajetória: fortes formigamentos em uma das mãos e visão embaçada levaram a estudante a abandonar o exame e procurar atendimento médico. Meses depois, veio o diagnóstico de esclerose múltipla.

Apesar da descoberta e dos desafios que surgiram a partir dela, Carolina não desistiu da carreira. Hoje, formada em Medicina e atuando em Santos, no litoral de São Paulo, ela utiliza a própria experiência com a doença para reconhecer possíveis sinais em pacientes e reforça a importância do diagnóstico precoce.

A história ganha destaque durante o Agosto Laranja, mês de conscientização sobre a esclerose múltipla.

Diagnóstico veio durante preparação para Medicina

Carolina conta que decidiu seguir a carreira médica inspirada pelo tio. O primeiro episódio da doença aconteceu em novembro de 2015, durante o vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Após abandonar a prova por causa dos sintomas, ela iniciou uma investigação com um neurologista e passou por exames até receber a confirmação da esclerose múltipla, no início de 2016.

Na época, a estudante conhecia pouco sobre a doença e precisou lidar com dúvidas sobre o futuro.

O diagnóstico também veio acompanhado de comentários de pessoas que tentaram convencê-la a desistir da Medicina. Segundo Carolina, ela ouviu de profissionais ligados a cursinhos e de outras pessoas que não conseguiria concluir a graduação por causa das exigências do curso.

O apoio da família, do neurologista e da direção da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), onde estudou, foi fundamental para que ela continuasse perseguindo o objetivo.

Tratamento e adaptação à rotina

A esclerose múltipla é uma doença neurológica crônica e autoimune que afeta o sistema nervoso central. Ela ocorre quando o sistema imunológico passa a atacar estruturas do próprio organismo, provocando lesões que podem comprometer o cérebro e a medula espinhal.

A doença costuma ser diagnosticada principalmente entre pessoas de 20 a 40 anos e apresenta maior incidência entre mulheres.

Carolina afirma que mantém tratamento médico e adotou mudanças na rotina para lidar com a condição. Entre as medidas estão suplementação de vitamina D, uso de medicamento imunobiológico por infusão hospitalar e prática regular de atividades físicas.

Ela também aprendeu a organizar a rotina para evitar os horários de calor mais intenso. Temperaturas elevadas podem provocar uma piora temporária de alguns sintomas em pessoas com esclerose múltipla.

Mesmo tendo recebido orientação médica para considerar cidades de clima mais frio, Carolina escolheu estudar e construir a carreira em Santos.

Experiência como paciente influencia atuação médica

Atualmente, Carolina trabalha como médica generalista, inclusive em atendimentos de pronto-socorro. Para ela, ter vivido a experiência de ser paciente trouxe uma nova perspectiva para a profissão.

A médica afirma que o diagnóstico aumentou sua empatia e atenção durante os atendimentos, principalmente diante de pacientes que apresentam sintomas difíceis de interpretar.

A experiência pessoal também já a ajudou a reconhecer sinais que poderiam estar relacionados à esclerose múltipla. Em alguns casos, Carolina encaminhou pacientes para avaliação neurológica e posteriormente recebeu a notícia de que eles haviam sido diagnosticados com a doença.

Segundo ela, conhecer os sintomas por experiência própria facilita a percepção de determinadas manifestações que podem ser confundidas com outros problemas de saúde.

Conscientização pode ajudar no diagnóstico

A decisão de compartilhar publicamente a história surgiu após o incentivo de uma paciente que recebeu diagnóstico de esclerose múltipla. Para Carolina, contar a própria trajetória é uma maneira de ampliar o conhecimento sobre a doença e estimular a busca por atendimento médico diante de sintomas suspeitos.

A médica ressalta que a esclerose múltipla não tem cura, mas pode ser tratada, e o acompanhamento adequado é importante para controlar a doença e preservar a qualidade de vida.

Para ela, receber o diagnóstico não significa abrir mão de projetos pessoais ou profissionais.

Carolina defende que a informação e o diagnóstico precoce podem fazer diferença na evolução da doença e reforça que a esclerose múltipla não deve definir a vida de quem convive com a condição.

“É possível, sim, a gente viver completamente feliz, trabalhando no que almeja, com muito sucesso”, afirmou.

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Sarampo: Guarulhos amplia vacinação contra o sarampo e realiza Dia D de multivacinação

A Prefeitura de Guarulhos ampliou os pontos de vacinação contra o sarampo e outras doenças durante a Campanha de Multivacinação. As ações ocorrem em diferentes regiões da cidade ao longo desta semana e incluem postos fixos, unidades móveis e atividades especiais no fim de semana.

A estratégia de vacinação contra o sarampo começou em 3 de agosto e já resultou na aplicação de aproximadamente 660 mil doses da vacina tríplice viral na capital paulista, em Guarulhos e em São Bernardo do Campo. Em Guarulhos, cerca de 90 mil doses foram aplicadas até o momento.

A campanha tem como objetivo reforçar a proteção da população de 6 meses a 59 anos e ampliar rapidamente a cobertura vacinal diante da circulação do vírus. O Estado de São Paulo registra 23 casos de sarampo, sendo um deles em Guarulhos.

Onde se vacinar em Guarulhos?

Entre os pontos de vacinação está o Internacional Shopping, no piso térreo, ao lado da CVC. O atendimento ocorre de 18 a 31 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, e aos sábados, das 10h às 22h.

O Vacimóvel estará disponível no Terminal São João até quinta-feira (20), das 9h às 16h. O endereço é a Estrada Guarulhos-Nazaré, s/n, no Jardim São João.

Na sexta-feira (21), haverá vacinação no Sest Senat, das 9h às 16h, na Rua Celso Rodrigues Salgueiro, s/n, Jardim Novo Portugal.

Já no sábado (22), será realizado o Dia D da Campanha de Multivacinação, das 8h às 17h, em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Guarulhos, com exceção da UBS Jardim Vila Galvão, que está em reforma.

No domingo (23), a vacinação será realizada no Centro de Integração e Cidadania (CIC) Pimentas, das 9h às 15h. O equipamento fica na Estrada Capão Bonito, 64, no Jardim Maria Lourdes, região do Pimentas.

Quem pode receber a vacina:

Pessoas de 6 meses a 59 anos que trabalham ou circulam por Guarulhos podem receber a vacina no município, mesmo que não sejam moradoras da cidade. A mesma estratégia também é adotada em São Paulo e São Bernardo do Campo.

Não é necessário apresentar comprovante de endereço. Para receber a dose, basta comparecer a um dos pontos de vacinação com documento oficial com foto.

No caso de crianças entre 6 e 15 meses, é obrigatória a apresentação da caderneta de vacinação. A medida permite que os profissionais verifiquem as doses já recebidas e respeitem o intervalo mínimo de 30 dias entre as aplicações.

Mobilização já vacinou quase 13 mil pessoas

Uma mobilização especial realizada pela Prefeitura de Guarulhos no sábado (15) aplicou 12.927 doses contra o sarampo.

A ação contou com diferentes estratégias de atendimento. No Bosque Maia, foram aplicadas 5.312 doses entre o sistema drive-thru e a tenda destinada aos pedestres. No Shopping Bonsucesso, outras 3.342 pessoas foram vacinadas.

Também houve vacinação casa a casa em áreas atendidas pelas UBSs Bananal, Haroldo Veloso, Bambi, Carmela, Ponte Alta e Santa Paula. Nessas regiões, 4.273 pessoas receberam a vacina.

A Secretaria da Saúde reforça a importância da vacinação como principal medida de prevenção e recomenda que a população aproveite os pontos de atendimento disponíveis para manter a proteção contra o sarampo e atualizar a situação vacinal.

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Prefeitura realiza ações de combate ao Aedes aegypti em 50 locais de Guarulhos

A Prefeitura de Guarulhos realizou, entre os dias 3 e 7 de agosto, ações de combate ao mosquito *Aedes aegypti* em 50 locais do município. O inseto é responsável pela transmissão de doenças como dengue, Zika e chikungunya.

As atividades foram conduzidas por agentes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e incluíram bloqueios para eliminação mecânica de criadouros, Avaliação de Densidade Larvária (ADL), fiscalização de pontos estratégicos e atendimento a denúncias de possíveis focos do mosquito.

O trabalho foi concentrado em bairros considerados prioritários, com ações realizadas diariamente em diferentes regiões da cidade.

Na segunda-feira (3), a ADL foi realizada no Jardim Santa Lídia, Taboão, Bom Clima, Jardim Acácio, Macedo, Jardim Angélica, Pimentas, Jardim São Domingos e Jardim Guilhermino. Também houve fiscalização de pontos estratégicos no Picanço, Jardim Presidente Dutra e Bonsucesso. Denúncias foram verificadas no Lavras e no Centro.

Na terça-feira (4), as equipes intensificaram os trabalhos na Vila Nova Bonsucesso, Jardim Munira, Jardim Fortaleza e Vila Carmela. A avaliação de densidade larvária passou pelo Jardim Santa Cecília, Picanço, Vila Rio de Janeiro, Jardim Jovaia e Paraventi.

Ainda na terça, pontos estratégicos foram vistoriados na Vila Rio de Janeiro, Jardim Paulista, Parque Continental, Cidade Satélite e Jardim Ottawa. As equipes também atenderam denúncias no Jardim Gracinda, Jardim Triunfo, Parque São Miguel e Parque Jurema.

Na quarta-feira (5), foram realizados bloqueios no Jardim Vila Galvão e na Cidade Seródio. A intensificação das ações ocorreu nos bairros Água Chata, Jardim Fortaleza, Jardim Tranquilidade, Vila Carmela e Residencial Bambi. A ADL foi realizada na Vila Bremen e no Jardim Tranquilidade, enquanto pontos estratégicos foram fiscalizados no Jardim Munhoz, Vila São Rafael, Itapegica e Parque Maria Helena.

Na quinta-feira (6), os bloqueios ocorreram na Cidade Seródio e no Parque Industrial Cumbica. As ações de intensificação passaram pelo Jardim Nova Cidade, Jardim Fortaleza e Parque Industrial Cumbica.

Também foram vistoriados pontos estratégicos no Jardim São Geraldo, Jardim Ipanema, Taboão, Água Chata, Jardim Aracília, Vila Izildinha e Vila Laurita. Denúncias sobre possíveis focos foram atendidas no Bom Clima e no Jardim Vila Galvão.

Encerrando a programação da semana, na sexta-feira (7), os bloqueios foram realizados no Jardim Vila Galvão e no Jardim Novo Portugal. A intensificação ocorreu no Jardim Santa Rita e em Água Chata. Pontos estratégicos foram vistoriados na Vila Rio de Janeiro, Vila Nova Bonsucesso e Jardim Ponte Alta, enquanto uma denúncia foi apurada no Jardim Presidente Dutra.

A Secretaria da Saúde reforça que a participação dos moradores é fundamental para evitar a proliferação do *Aedes aegypti*. A orientação é eliminar recipientes que possam acumular água parada e permitir o acesso das equipes de controle de zoonoses aos imóveis quando necessário.

A pasta também destaca a importância de manter a vacinação contra a dengue em dia para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, conforme as orientações da rede de saúde.

As medidas de prevenção ajudam a reduzir a presença do mosquito e contribuem para proteger as famílias e a população de Guarulhos contra as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

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