Entidades pedem suspensão da medida provisória que determinou o fim das apostas de quota fixa no país

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) acionaram nesta segunda-feira (28) o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a medida provisória que proibiu as bets no Brasil.

As entidades pedem a suspensão dos efeitos da MP nº 1.394/2026, publicada pelo governo federal na última sexta-feira (25), e a retomada das autorizações e das regras que permitiam o funcionamento do mercado de apostas de quota fixa.

O pedido foi apresentado ao ministro Luiz Fux, que é o relator da ação no Supremo.

Entidades questionam proibição

Na ação, as associações argumentam que a interrupção do mercado regulado pode provocar a migração de consumidores para plataformas clandestinas.

A ANJL também sustenta que as empresas autorizadas pelo governo realizaram investimentos no país com base no modelo regulatório que estava em vigor. A entidade pede que as autorizações concedidas anteriormente sejam preservadas.

O IBJR informou que também participa da iniciativa apresentada ao STF e defende a continuidade do diálogo sobre a regulamentação do setor.

O que determina a medida provisória

A MP assinada pelo governo proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas de quota fixa e dos jogos online no território nacional.

A norma tem força de lei desde a publicação, mas ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional. O quadro oficial da Presidência da República registra a MP nº 1.394/2026 como “em tramitação”.

Pelo cronograma divulgado pelo governo, os apostadores têm até as 23h59 de 5 de outubro para retirar voluntariamente os valores disponíveis nas plataformas. A partir de 6 de outubro, sites e aplicativos das bets deverão sair do ar.

Governo já bloqueou centenas de sites

Paralelamente à disputa judicial, os ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Fazenda iniciaram ações contra plataformas que operam irregularmente.

Segundo o governo, 506 sites com indícios de oferta ilegal de apostas foram identificados e derrubados. O monitoramento também encontrou anúncios de bets circulando em plataformas digitais após a publicação da MP.

O pedido das associações ainda será analisado pelo STF.

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Programação começa nesta terça-feira (29) e inclui temas como compras por impulso, direitos do consumidor, segurança digital e sustentabilidade

A Fundação Procon-SP promove, nas próximas semanas, uma série de palestras gratuitas para orientar consumidores sobre diferentes aspectos das relações de consumo. Os encontros abordam temas como economia comportamental, direitos básicos, educação financeira, compras pela internet e sustentabilidade.

As atividades online são realizadas pela plataforma Microsoft Teams, das 14h às 15h30. As inscrições são individuais e gratuitas, e os participantes recebem certificado.

Programação começa com economia comportamental

A primeira palestra será nesta terça-feira (29), com o tema “Armadilhas do Consumo”. O encontro utiliza conceitos da economia comportamental para mostrar estratégias de marketing que podem influenciar as decisões de compra.

A palestra também aborda situações que favorecem o consumo por impulso ou a aquisição de produtos e serviços que não estavam nos planos do consumidor.

As inscrições para essa atividade podem ser feitas até esta segunda-feira (28).

Confira os próximos temas

6 de outubro – Direitos Básicos do Consumidor

O encontro abordará temas como oferta e publicidade, garantias, problemas com produtos e serviços, cancelamento de contratos, cobrança de dívidas e atendimento ao consumidor.

8 de outubro – Relações e Consumo na Era Digital

A palestra tratará de publicidade direcionada, uso dos hábitos dos consumidores pelas empresas, estratégias de indução ao consumo, ameaças cibernéticas e proteção nas compras e contratações pela internet.

13 de outubro – Consumo e Meio Ambiente

O último encontro online desta sequência discutirá os impactos da produção e do consumo sobre o meio ambiente e a crise climática, além de práticas de consumo mais sustentáveis.

Também haverá palestra presencial

Além da programação virtual, o Procon-SP realizará uma palestra presencial de Orientação Financeira no dia 7 de outubro, às 9h, na sede da Fundação, na capital paulista.

O conteúdo inclui educação financeira, organização do orçamento, modalidades de crédito, endividamento e aspectos emocionais relacionados ao consumo.

Como participar

As inscrições devem ser feitas individualmente pelo site do Procon-SP, na página específica de cada palestra. Para as atividades online, o participante deve informar um endereço de e-mail válido, que será utilizado para o envio do link de acesso.

A programação é aberta ao público e não há cobrança de taxa.

Serviço

Palestras online do Procon-SP
Horário: 14h às 15h30
Plataforma: Microsoft Teams
Inscrição: gratuita
Certificado: sim

As inscrições e informações sobre cada atividade estão disponíveis na página de palestras da Fundação Procon-SP.

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Deflação de agosto aumenta expectativa por novo corte da Selic na próxima semana

A queda dos preços registrada em agosto aumentou a expectativa de que o Banco Central promova mais um corte na taxa básica de juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O IPCA, índice oficial de inflação do país, registrou deflação de 0,32%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado veio melhor do que as projeções do mercado e fez a inflação acumulada em 12 meses recuar de 4,44% para 4,22%, permanecendo abaixo do teto da meta de inflação, de 4,5%.

Com o cenário mais favorável para a inflação e sinais de desaceleração da atividade econômica, economistas passaram a reforçar a aposta de uma nova redução de 0,25 ponto percentual na Selic.

Copom se reúne na próxima semana

O Copom volta a se reunir na terça-feira (15) e na quarta-feira (16) para definir os próximos passos da política monetária.

Atualmente, a Selic está em 14% ao ano. Caso o mercado confirme a expectativa predominante, a taxa será reduzida para 13,75% ao ano.

Essa seria a quinta redução consecutiva de 0,25 ponto percentual promovida pelo Banco Central. A expectativa de continuidade do ciclo de cortes ganhou força após a divulgação do IPCA de agosto.

Dados de contratos negociados na B3 indicavam, na sexta-feira (11), uma probabilidade próxima de 95% de um novo corte de 0,25 ponto percentual, segundo levantamento citado pelo UOL.

Conta de luz foi principal responsável pela queda

Apesar de favorecer as expectativas para os juros, a deflação de agosto exige cautela na interpretação. Uma parcela significativa da queda do IPCA foi provocada por um fator temporário: o desconto aplicado na conta de energia elétrica em razão do bônus de Itaipu.

O grupo Habitação teve queda de 1,87%, enquanto a energia elétrica residencial recuou 7,63% no mês. O benefício alcançou milhões de consumidores e teve forte impacto sobre o resultado geral da inflação.

Outros grupos também contribuíram para a queda dos preços.

Em Transportes, o recuo foi de 0,86%, influenciado principalmente pela redução de 13,17% nas passagens aéreas. Já Alimentação e bebidas caiu 0,34%, com redução de preços de produtos como batata, cenoura, cebola e tomate.

Inflação ainda exige atenção

Mesmo com a deflação, o resultado não significa que todos os preços estejam caindo ou que a inflação esteja definitivamente controlada.

Alguns produtos e serviços registraram altas em agosto. O cigarro, por exemplo, teve aumento expressivo, enquanto grupos como Saúde e cuidados pessoais e Despesas pessoais também apresentaram avanço.

Outro fator que permanece no radar dos analistas é o preço do petróleo, que pode pressionar custos de combustíveis e outros produtos caso permaneça em níveis elevados.

Economia também influencia decisão

Além dos dados de inflação, o Banco Central acompanha o desempenho da atividade econômica antes de definir a trajetória dos juros.

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,5% no segundo trimestre, abaixo da expansão registrada nos primeiros três meses do ano, quando a economia havia avançado 1,1%.

A combinação de inflação mais comportada e sinais de perda de ritmo da atividade reforça, na avaliação de economistas, a possibilidade de continuidade do processo de redução da Selic.

Até onde a Selic pode cair?

A expectativa de um novo corte na próxima semana não significa necessariamente que o ciclo de redução dos juros terminará imediatamente.

Alguns analistas avaliam que, caso os próximos indicadores mantenham um comportamento favorável, a Selic poderá continuar recuando nos meses seguintes. Há projeções que apontam para uma taxa de 13,25% ao ano no fim de 2026, embora o cenário ainda dependa da evolução da inflação, da atividade econômica e de fatores externos.

A decisão final, porém, será tomada pelo Copom após a análise do conjunto de indicadores econômicos disponíveis.

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Petróleo acima de US$ 100 e cenário eleitoral colocam Ibovespa no radar dos investidores

O mercado financeiro brasileiro acompanha nesta quinta-feira (10) uma combinação de fatores externos e domésticos que pode influenciar o desempenho do Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira. Entre os destaques estão a forte alta do petróleo, que voltou a superar a marca de US$ 100 por barril, e os desdobramentos do cenário eleitoral brasileiro.

A valorização do petróleo ocorre em meio ao agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã. O barril do tipo Brent chegou a superar US$ 105 nesta quinta-feira, aumentando a preocupação dos investidores com possíveis impactos sobre a inflação mundial e sobre as decisões dos bancos centrais.

O avanço da commodity tem efeito direto sobre empresas do setor de petróleo e também sobre o mercado brasileiro. A Petrobras aparece entre os principais destaques, já que a companhia tem peso relevante na composição do Ibovespa. A alta do petróleo tende a favorecer as ações da estatal, embora também aumente a preocupação com os preços dos combustíveis e seus efeitos sobre a inflação.

Cenário eleitoral também influencia o mercado

Além do ambiente internacional, os investidores acompanham de perto as novas pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais de 2026. A disputa eleitoral passou a ter influência crescente sobre os preços dos ativos brasileiros, principalmente o câmbio e os juros futuros.

Pesquisas recentes apontam uma disputa acirrada entre os principais candidatos, cenário que aumenta a atenção do mercado para possíveis mudanças na política econômica e fiscal a partir do próximo governo. Para os investidores, as perspectivas para as contas públicas e para o controle dos gastos são fatores importantes na definição das apostas para o real e para a Bolsa.

Na sessão anterior, o Ibovespa fechou em queda de 0,94%, aos 185.608 pontos, pressionado principalmente pelo cenário externo. O petróleo Brent encerrou o dia a US$ 101,21, alta de 3,36%, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio.

Nesta quinta-feira, porém, o movimento mudou. Por volta das 12h30, o Ibovespa avançava cerca de 1,3%, aos 187.992 pontos, enquanto o dólar recuava 0,26%, cotado a R$ 5,13. A valorização da Petrobras ajudava a sustentar o índice.

Petróleo e inflação no radar

A principal preocupação provocada pela alta do petróleo é o impacto sobre a inflação. Combustíveis mais caros podem pressionar os preços de produtos e serviços em diversos países, aumentando a possibilidade de manutenção de juros elevados por mais tempo.

Nos Estados Unidos, os investidores acompanham os próximos dados de inflação em busca de sinais sobre os próximos passos do Federal Reserve, o banco central americano. A perspectiva de juros mais altos tende a reduzir o apetite por ativos considerados mais arriscados, como ações de mercados emergentes.

No Brasil, o governo anunciou medidas para reduzir o impacto da alta internacional do petróleo sobre os combustíveis, incluindo mudanças tributárias e subvenção ao diesel. O mercado também monitora a diferença entre os preços praticados no país e as cotações internacionais.

Com petróleo elevado, tensões geopolíticas e eleições no horizonte, o cenário permanece de atenção para os investidores. A combinação desses fatores deve continuar provocando oscilações no Ibovespa, no dólar e nos juros ao longo das próximas sessões.

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Pesquisas eleitorais começam a mexer com a Bolsa e aumentam atenção do mercado

A corrida eleitoral brasileira já começou a chamar a atenção do mercado financeiro. Com a aproximação das eleições presidenciais, as pesquisas de intenção de voto passaram a influenciar as expectativas dos investidores e provocar movimentos na Bolsa de Valores, no dólar e nos juros futuros.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, apresentou forte valorização nas últimas semanas, saindo da região dos 166 mil pontos e ultrapassando a marca dos 185 mil pontos.

Um dos principais movimentos ocorreu após a divulgação de uma pesquisa eleitoral que indicou uma disputa mais equilibrada para a Presidência da República. A reação dos investidores mostrou como o cenário político pode interferir diretamente nas decisões do mercado.

Por que as pesquisas influenciam a Bolsa?
Para os investidores, uma eleição pode representar mudanças importantes na condução da economia brasileira.

As pesquisas ajudam o mercado a avaliar quais candidatos têm maiores chances de chegar ao segundo turno e vencer a eleição. A partir dessas projeções, investidores começam a calcular possíveis impactos sobre gastos públicos, impostos, juros, dívida pública e ambiente para investimentos.

Quando o mercado entende que determinado cenário pode reduzir os riscos econômicos, ações brasileiras podem ganhar força, enquanto o dólar e os juros podem recuar.

Por outro lado, quando aumenta a percepção de risco, os investidores podem buscar proteção em ativos considerados mais seguros, provocando pressão sobre a Bolsa e o câmbio.

O chamado “trade eleitoral”
Esse movimento é conhecido no mercado como “trade eleitoral”.

Na prática, investidores tentam antecipar os possíveis resultados das urnas e seus efeitos sobre a economia antes mesmo da eleição acontecer.

A estratégia pode provocar fortes oscilações nos preços dos ativos, principalmente quando uma nova pesquisa apresenta resultados diferentes dos levantamentos anteriores.

Por isso, cada pesquisa, declaração de candidato ou mudança nas alianças políticas pode provocar novas reações entre os investidores.

Bolsa registra forte alta
O avanço recente do Ibovespa chamou atenção justamente pela velocidade da valorização.

Entre 18 de agosto e 2 de setembro, o índice acumulou alta de 11,34%, em uma sequência de 11 pregões consecutivos de valorização.

Na semana encerrada em 4 de setembro, o Ibovespa também registrou alta de 5,40%.

Apesar da influência do cenário eleitoral, especialistas ressaltam que outros fatores também interferem no desempenho da Bolsa, como o cenário internacional, a entrada e saída de investidores estrangeiros, as decisões sobre juros e os resultados das empresas.

Mercado deve acompanhar eleição de perto
Com a campanha eleitoral avançando, a expectativa é de que novas pesquisas continuem provocando reações no mercado financeiro.

Além dos números das pesquisas, investidores devem acompanhar propostas econômicas, discursos dos candidatos e possíveis mudanças nas alianças políticas.

Para o mercado, a questão central não é apenas quem vencerá a eleição, mas também qual será a política econômica adotada pelo próximo governo.

Até a definição das urnas, a tendência é de que Bolsa, dólar e juros continuem sensíveis às novidades da disputa presidencial.

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Feira da Economia Solidária tem programação em diferentes pontos de Guarulhos

A Feira da Economia Solidária, promovida pela Prefeitura de Guarulhos, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SDET), reúne artesãos do município em diferentes pontos da cidade para a exposição e comercialização de produtos artesanais.

A iniciativa busca incentivar a geração de renda e fortalecer o trabalho dos empreendedores cadastrados no programa. A programação inclui espaços públicos, eventos tradicionais e lojas permanentes.

Entre os destaques está o Calçadão Dom Pedro II, no Centro, que recebe a feira de 3 a 12 de setembro, das 9h às 17h. Nos dias 5 e 6 de setembro, a programação também estará na Feira de Artesanato do Parque Júlio Fracalanza, na Vila Augusta, das 12h às 19h.

A feira ainda integra a programação da Festa Nossa Senhora do Bonsucesso, nos dias 29 e 30 de agosto, das 12h às 23h. O evento será realizado na rua Dona Catharina Maria de Jesus, na região de Bonsucesso/Pimentas.

Outros locais que recebem os artesãos são o Bosque Maia, o Lago dos Patos e a Praça Oito de Dezembro, conforme o calendário divulgado pela Prefeitura.

Lojas permanentes
Além da programação itinerante, a Economia Solidária conta com dois pontos permanentes de comercialização.

A loja do Shopping Internacional de Guarulhos, na Rodovia Presidente Dutra, km 225, na Vila Itapegica, funciona de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 10h às 20h.

Já a unidade instalada no Terminal de Integração de Ônibus Urbano dos Pimentas, próxima à área de desembarque de passageiros, funciona de terça a sexta-feira, das 9h às 17h.

A iniciativa permite que moradores encontrem produtos artesanais e exclusivos produzidos por empreendedores da cidade, contribuindo para a geração de renda e o fortalecimento da economia solidária em Guarulhos.

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Alckmin defende redução da dívida pública e equilíbrio entre corte de gastos e crescimento

Vice-presidente afirma que ajuste fiscal deve preservar investimentos e destaca retomada das negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta segunda-feira (31) que o Brasil precisa reduzir a relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB). Segundo ele, o ajuste das contas públicas deve combinar maior controle das despesas com medidas capazes de preservar o crescimento econômico.

A declaração foi feita durante um painel do Macro Day, evento promovido pelo BTG Pactual, que contou também com a participação do banqueiro André Esteves, fundador e principal acionista da instituição.

“Há que se fazer um esforço de melhorar a relação dívida sobre Produto Interno Bruto (PIB), eu acho que essa é a questão central”, afirmou Alckmin.

A avaliação ocorreu no mesmo dia em que o Banco Central divulgou que a Dívida Bruta do Governo Geral chegou a 82,5% do PIB em julho, equivalente a R$ 10,9 trilhões. Em junho, o indicador estava em 81,9%. A dívida considera os compromissos do governo federal, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), dos estados e dos municípios.

Ajuste fiscal e crescimento
Alckmin defendeu que o controle das despesas públicas não comprometa investimentos e setores considerados importantes para a expansão da economia. Para o vice-presidente, um ajuste baseado exclusivamente em cortes pode reduzir a atividade econômica e dificultar a própria melhora da relação entre dívida e PIB.

A relação entre os dois indicadores depende tanto da trajetória do endividamento quanto do crescimento da economia. Por isso, na avaliação de Alckmin, o governo precisa buscar equilíbrio entre responsabilidade fiscal e estímulo à atividade econômica.

O vice-presidente também afirmou que a proposta fiscal para 2027 prevê superávit primário de 0,5% do PIB. Segundo ele, o governo pretende buscar um resultado ainda melhor caso haja espaço nas contas públicas.

Os dados do Banco Central mostram que os juros continuam exercendo forte pressão sobre o endividamento. Entre janeiro e julho, a dívida bruta aumentou 3,9 pontos percentuais do PIB. A incorporação dos juros foi responsável por uma alta de 5,7 pontos percentuais, enquanto as emissões líquidas de dívida acrescentaram 1,5 ponto.

Por outro lado, o crescimento nominal do PIB ajudou a reduzir a pressão sobre o indicador, retirando 3,1 pontos percentuais da relação dívida/PIB no período.

Juros
Alckmin também relacionou a situação fiscal ao nível das taxas de juros e defendeu uma redução mais rápida do custo do dinheiro no país.

Segundo o vice-presidente, juros elevados representam um obstáculo para a atividade econômica, embora ele reconheça que o custo do crédito também está relacionado à percepção do mercado sobre a situação das contas públicas.

“Claro que entendo, isso é um problemão para a economia. O custo de capital tem que estar associado à questão fiscal”, afirmou.

Brasil e Estados Unidos retomam negociações
Durante o evento, Alckmin também demonstrou otimismo com a retomada das negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Nesta segunda-feira, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, participa de uma reunião virtual com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer.

As negociações estavam paralisadas desde julho, quando o governo norte-americano elevou as tarifas aplicadas a produtos brasileiros. O novo encontro ocorre dez dias após uma conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada em 21 de agosto.

De acordo com Alckmin, o governo brasileiro pretende discutir não apenas as tarifas, mas também questões regulatórias e outras medidas que possam ampliar os investimentos e o comércio bilateral.

“Não tem tema proibido. Todos os temas tarifários e não tarifários podem e devem ser colocados. Nós temos tudo para ir para um ganha-ganha”, declarou.

Data centers e minerais críticos
Entre os assuntos que podem fazer parte das negociações está o Redata, programa criado para estimular a instalação de data centers no Brasil.

Alckmin afirmou que a iniciativa tem potencial para atrair até R$ 1 trilhão em investimentos e pode despertar o interesse de empresas norte-americanas do setor.

O vice-presidente destacou ainda a disponibilidade de energia renovável e a existência de excedentes de geração em determinadas regiões como fatores que podem favorecer a instalação desses empreendimentos no país.

Outro tema considerado estratégico pelo governo é a regulamentação de minerais críticos, que também poderá ser discutida nas negociações com os Estados Unidos.

Alckmin afirmou que o Brasil pretende manter o diálogo com o governo norte-americano mesmo que não haja um acordo imediato. Segundo ele, a expectativa é aprofundar as conversas ao longo dos próximos meses.

“Seja hoje ou daqui a alguns meses, vamos chegar a um bom entendimento com os Estados Unidos”, afirmou.

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Conta de luz: consumidor poderá escolher fornecedor de energia; mudança promete economia

Novas regras do setor elétrico vão ampliar o acesso ao mercado livre de energia e permitir que, nos próximos anos, um número maior de consumidores escolha de quem comprar eletricidade.

Atualmente, grandes consumidores, como indústrias, shoppings e empresas de maior porte, já podem negociar diretamente com comercializadoras e buscar condições diferentes das oferecidas pelas distribuidoras tradicionais.

A mudança agora avança para os pequenos consumidores. A partir de novembro de 2027, lojas, padarias, restaurantes e outras pequenas empresas deverão poder escolher seu fornecedor de energia. Em novembro de 2028, a possibilidade deverá chegar aos consumidores residenciais.

Como vai funcionar : 

O modelo será semelhante, em alguns aspectos, à portabilidade existente no setor de telefonia. Empresas comercializadoras poderão comprar energia das geradoras e oferecer contratos diretamente aos consumidores.

O consumidor, porém, continuará conectado à rede elétrica existente. A distribuição da energia e a manutenção da infraestrutura permanecerão sob responsabilidade da concessionária que atende cada região.

Isso significa que a mudança de fornecedor não deve alterar a estrutura física de distribuição, nem resolver problemas relacionados a interrupções no fornecimento, já que a rede continuará sendo administrada pela distribuidora local.

 . Economia pode ser um dos principais atrativos 

A possibilidade de negociar preços é apontada como uma das principais vantagens do mercado livre.

Uma empresa de logística de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, por exemplo, gastava cerca de R$ 37 mil por mês com energia elétrica. Depois de migrar para o mercado livre, há aproximadamente dois anos, conseguiu reduzir a despesa em quase 30%.

Segundo Milton Bigucci Junior, diretor técnico da empresa, a economia chega a cerca de R$ 10 mil por mês, o equivalente a aproximadamente R$ 120 mil ao ano.

A expectativa é que a ampliação da concorrência também possa beneficiar os consumidores que entrarem no mercado livre nos próximos anos.

Consumidor deverá ficar atento aos contratos!!

Apesar da possibilidade de redução da conta, a mudança não significa que todos terão automaticamente uma economia. O resultado dependerá das condições oferecidas pelas comercializadoras e dos contratos firmados.

A diretora de Operação de Mercado da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Gerusa Côrtes, avalia que a maior competição pode contribuir para a redução dos preços.

Além da negociação de tarifas, as empresas também poderão oferecer serviços adicionais aos consumidores, como orientações sobre os horários mais adequados para utilizar determinados equipamentos e, dessa forma, ajudar a reduzir o consumo e o valor da conta.

. Mudança será gradual 

A chamada portabilidade da energia será implantada de forma gradual ao longo dos próximos dois anos. A ampliação do mercado deverá dar aos consumidores mais opções na hora de contratar o fornecimento de eletricidade.

Antes de aderir ao modelo, no entanto, será importante comparar as propostas disponíveis, verificar a duração mínima do contrato e analisar cuidadosamente as condições de preço e de fornecimento.

A expectativa é que, com mais empresas disputando clientes, o consumidor tenha maior poder de escolha e possa encontrar alternativas mais vantajosas para reduzir os gastos com energia elétrica.

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Gasolina em Guarulhos (SP) ficou mais cara ou mais barata nesta semana? Veja preço

O preço médio do litro da gasolina comum em Guarulhos (SP) apresentou leve queda na semana de 16 a 22 de agosto de 2026, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

De acordo com os dados, o combustível foi comercializado, em média, a R$ 6,29 por litro no município. O valor representa uma redução de 0,16% em relação à semana anterior, quando o preço médio registrado era de R$ 6,30.

A pesquisa da ANP foi realizada em 24 postos de combustíveis de Guarulhos. Além da gasolina comum, o levantamento acompanhou os preços médios de outros combustíveis comercializados na cidade, entre eles etanol hidratado, gasolina aditivada, GLP, óleo diesel e diesel S10.

A variação registrada na gasolina comum indica estabilidade nos preços nos postos do município, com uma redução de apenas R$ 0,01 por litro em uma semana.

Os dados fazem parte do levantamento semanal de preços de combustíveis realizado pela ANP em diferentes municípios brasileiros.

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Dólar recua 0,87% e Ibovespa sobe após 11 quedas consecutivas

O dólar fechou o pregão desta quarta-feira (19) em queda de 0,87%, cotado a R$ 5,1761. No mercado acionário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, avançou 0,90%, aos 167.830 pontos, interrompendo uma sequência de 11 sessões consecutivas de baixa.

O movimento dos mercados ocorreu em meio à alta do petróleo e à repercussão das novas tensões no Oriente Médio, especialmente entre Estados Unidos e Irã. Investidores também acompanharam a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, que reforçou a preocupação dos dirigentes com a inflação nos Estados Unidos.

No Brasil, apesar da recuperação da Bolsa, o ambiente de incertezas continua no radar dos investidores. O cenário político e eleitoral, as contas públicas e a saída de recursos estrangeiros seguem entre os principais fatores de atenção.

Petróleo sobe com tensão entre EUA e Irã

As preocupações com uma possível nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã voltaram a pressionar o mercado internacional de petróleo.

Segundo informações divulgadas pelo *Financial Times*, autoridades iranianas consideram a possibilidade de atacar alvos militares dos Estados Unidos na Europa caso o conflito avance para uma nova etapa. A possibilidade aumentou as preocupações sobre a segurança do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o transporte mundial de petróleo.

O barril do Brent, referência internacional, subiu 0,48% e terminou o dia cotado a US$ 91,46. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, avançou 0,80%, a US$ 85,62.

O Estreito de Ormuz é considerado estratégico para o mercado global de energia. Antes da guerra, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo passava pela região. Uma eventual interrupção ou restrição da navegação poderia afetar a oferta de combustíveis e aumentar as pressões inflacionárias em diversos países.

O cenário também envolve possíveis impactos sobre infraestrutura estratégica. De acordo com as informações citadas pelo *Financial Times*, o Irã avalia diferentes formas de ampliar a pressão sobre os Estados Unidos e seus aliados em caso de agravamento das hostilidades.

Ata do Fed aumenta atenção sobre inflação:

No cenário econômico dos Estados Unidos, a divulgação da ata do Federal Reserve foi outro destaque do dia.

O documento mostrou que vários dirigentes do banco central norte-americano consideram a possibilidade de uma nova alta dos juros caso a inflação permaneça acima da meta de 2%.

A perspectiva de juros elevados nos Estados Unidos influencia diretamente os mercados internacionais, já que pode aumentar a atratividade de ativos denominados em dólar e afetar o fluxo de recursos para países emergentes, como o Brasil.

Cenário brasileiro permanece no radar:

No mercado doméstico, investidores também acompanham as movimentações políticas e econômicas. Entre os temas observados está a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Senado.

As discussões sobre a proposta ocorrem em um ambiente de atenção às contas públicas e às perspectivas para as eleições de 2026. O cenário político pode influenciar as expectativas do mercado em relação à política fiscal e aos gastos do governo.

Desempenho dos mercados:

Com o resultado desta quarta-feira, o dólar acumula queda de 0,83% na semana, mas registra alta de 2,10% no mês. No ano, a moeda norte-americana acumula queda de 5,70%.

O Ibovespa, por sua vez, acumula alta de 0,54% na semana. No mês, o índice registra queda de 5,71%, enquanto, no acumulado de 2026, apresenta alta de 4,16%.

A recuperação da Bolsa nesta quarta-feira encerra uma sequência de 11 pregões de perdas, mas ocorre em um cenário internacional ainda marcado pelas incertezas envolvendo inflação, juros e conflitos geopolíticos.

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