A cidade de São Paulo registra recorde de mortes de motociclistas em julho
A cidade de São Paulo registrou em julho o maior número de mortes de motociclistas para o mês desde o início da série histórica do Infosiga, em 2015. Ao todo, 48 pessoas que estavam em motocicletas, entre condutores e passageiros, morreram em acidentes de trânsito nas vias da capital.
O resultado também elevou o número acumulado no ano. Entre janeiro e julho de 2026, foram registradas 286 mortes de motociclistas, o maior número para o período desde o início da série histórica.
O aumento ocorre em um cenário de crescimento da frota de motocicletas. Dados do Detran-SP apontam que 54.529 motocicletas novas foram registradas no estado nos primeiros seis meses de 2026, alta de 5,7% em comparação com o mesmo período de 2025.
Diante do aumento das ocorrências envolvendo motociclistas, a Prefeitura de São Paulo afirma manter medidas voltadas à redução dos acidentes e à melhoria da segurança viária.
Entre as iniciativas estão as chamadas Faixas Azuis, destinadas à circulação exclusiva de motocicletas. Atualmente, são 233,3 quilômetros distribuídos em 46 vias, com estimativa de atendimento a cerca de 500 mil motociclistas.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) também informa ter implantado mais de mil bolsões de espera para motocicletas nos semáforos. A companhia promove ainda campanhas educativas e cursos no Centro de Treinamento e Educação de Trânsito.
Segundo a administração municipal, a CET possui atualmente mais de 1.700 agentes de trânsito, após a contratação de novos profissionais por meio de concurso público.
Os ciclistas também registraram aumento no número de mortes em julho. Foram cinco vítimas na capital, mesma quantidade registrada em março, que até então apresentava o maior número do ano.
No acumulado entre janeiro e julho, 18 ciclistas morreram em acidentes de trânsito em São Paulo. O número é quatro vezes maior que o registrado no mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 14 mortes, mas permanece abaixo das 28 mortes registradas nos primeiros sete meses de 2024.
A Prefeitura afirma que a CET oferece cursos e ações educativas voltados à circulação segura de ciclistas.
Número total de mortes cai em julho
Apesar do crescimento das mortes entre motociclistas e ciclistas, o número geral de vítimas fatais no trânsito da capital apresentou redução em julho.
Foram registrados 86 óbitos no mês, contra 93 em julho de 2025, queda de 7,5%. No acumulado do ano, porém, os números permaneceram praticamente estáveis: 575 mortes entre janeiro e julho de 2026, contra 576 no mesmo período do ano passado.
Entre os principais tipos de ocorrência, os atropelamentos apresentaram a maior redução. Foram 23 mortes em julho deste ano, ante 34 no mesmo mês de 2025, uma queda de 32,4%.
Estado também registra alta entre motociclistas
O aumento das mortes de motociclistas também foi observado em todo o estado de São Paulo. Entre janeiro e julho de 2026, 1.578 motociclistas morreram em acidentes de trânsito, alta de 1,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Considerando somente julho, foram 248 mortes, aumento de 14,8% na comparação anual.
Apesar da alta entre motociclistas, o número total de mortes no trânsito no estado caiu 5,5% em julho e 5,8% no acumulado dos sete primeiros meses de 2026.
O Detran-SP afirma que mantém ações de fiscalização e educação no trânsito, com atenção especial a motociclistas, ciclistas e pedestres. As fiscalizações relacionadas à alcoolemia cresceram 78,6% entre janeiro e julho, na comparação com o mesmo período de 2025.
Mais de 460 mil pessoas foram abordadas diretamente em mais de 2.500 ações educativas realizadas no estado ao longo deste ano.
Continue lendo...
