CRISE EM BRASÍLIA: STF forma maioria para manter afastamento do diretor-geral da Polícia Federal

A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Polícia Federal ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (8). A Segunda Turma do STF formou maioria para manter o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça.

O julgamento, no entanto, foi interrompido após um pedido de vista feito pelo ministro Gilmar Mendes. Enquanto o processo não é concluído, a decisão que determinou o afastamento permanece em vigor.
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Agência Brasil

Além de Andrei Rodrigues, o ministro André Mendonça também determinou o afastamento preventivo do diretor de Inteligência da Polícia Federal, Leandro Almada.

Decisão aumenta tensão entre STF e Polícia Federal
A decisão está relacionada ao caso envolvendo o Banco Master e à divulgação de documentos de inteligência da Polícia Federal.

Mendonça apontou gravidade na divulgação de relatórios relacionados às investigações e afirmou que seriam necessárias medidas imediatas para preservar as prerrogativas das instituições envolvidas.
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Agência Brasil

A situação provocou reação dentro do governo e aumentou a tensão entre integrantes dos Poderes em Brasília.

Governo acompanha caso de perto
O episódio ocorre em um momento politicamente delicado para o país, com a campanha eleitoral de 2026 em andamento.

A disputa presidencial já movimenta partidos, Congresso, governo e oposição, enquanto decisões do Judiciário passam a ter impacto cada vez maior no debate político nacional.

Nesta terça-feira, diferentes candidatos à Presidência cumprem agendas pelo país, participando de entrevistas, sabatinas, reuniões e encontros com apoiadores. Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, por exemplo, não possuem agenda pública de campanha prevista para hoje.
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Agência Brasil

Ex-ministros do STF também se manifestam
A crise ganhou outro elemento nesta terça-feira. Treze ex-ministros do Supremo Tribunal Federal enviaram uma carta ao atual presidente da Corte, ministro Edson Fachin, pedindo uma apuração rigorosa sobre os episódios envolvendo o tribunal.

Os signatários classificaram o momento como uma das mais graves crises enfrentadas pela Suprema Corte e defenderam a realização de uma sessão pública para discutir os fatos.
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Agência Brasil

O cenário coloca Brasília novamente no centro das atenções e deve provocar novos desdobramentos nos próximos dias.

O caso ainda está em andamento, e novas decisões do Supremo podem alterar o cenário.

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