Pai que matou filhas é levado para cela isolada no CDP de Guarulhos
Breno de Souza Castro, de 24 anos, foi transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Guarulhos, na Grande São Paulo, na segunda-feira (10). Ele é acusado de matar as próprias filhas, Ísis Helena Alves de Souza, de 3 anos, e Lais Heloisa Alves de Souza, de 5, no Dia dos Pais, em 9 de agosto.
Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), a permanência de Breno na unidade foi confirmada na terça-feira (11). A Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. Ele responde por duplo homicídio qualificado e violência doméstica.
O CDP II de Guarulhos recebe presos envolvidos em diferentes tipos de crimes, incluindo homicídios, casos de corrupção e delitos relacionados a crimes de colarinho branco. A unidade também já recebeu presos envolvidos em casos de grande repercussão.
De acordo com informações obtidas pela reportagem, Breno permanece inicialmente isolado dos demais detentos. A medida é adotada como forma de segurança, especialmente diante da natureza do crime pelo qual ele é acusado. A previsão é que o período de isolamento dure até 15 dias, antes de uma eventual transferência para o convívio com outros presos.
Histórico criminal: Breno já tinha passagem pelo sistema prisional. Ele foi preso em 19 de junho de 2023 por roubo e cumpria pena na Penitenciária de São Vicente II, no litoral paulista.
Em outubro de 2025, a Justiça concedeu a ele liberdade condicional por bom comportamento carcerário. A soltura ocorreu em 15 de novembro daquele ano e foi acompanhada de medidas restritivas, entre elas a obrigação de permanecer em casa das 22h às 6h nos dias úteis e durante todo o dia aos fins de semana e feriados.
Agora, após a prisão preventiva, Breno permanece detido enquanto o caso segue sob investigação e tramitação judicial.
Investigação: O caso envolvendo a morte das duas crianças é investigado pelas autoridades de São Paulo. A prisão preventiva não representa uma condenação: Breno será submetido ao processo judicial e terá direito à defesa e ao contraditório.
As circunstâncias e a dinâmica dos homicídios deverão ser esclarecidas ao longo das investigações e do processo.
Continue lendo...
