Operação Ouro Reverso II mira esquema de roubo e derretimento de joias em SP e Guarulhos
Polícia Civil cumpre quatro mandados de prisão e 28 de busca e apreensão; Justiça determinou bloqueio de R$ 34,6 milhões de investigados
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta segunda-feira (24), a segunda fase da Operação Ouro Reverso, que investiga uma organização criminosa especializada no roubo, receptação e comercialização de metais preciosos, principalmente alianças.
Ao todo, são cumpridos quatro mandados de prisão e 28 mandados de busca e apreensão em diferentes endereços da capital paulista e de Guarulhos. Por determinação da Justiça, também foram bloqueados R$ 34,6 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados.
A operação é coordenada por agentes da 3ª Delegacia de Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas (3ª DIG), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), com apoio técnico de auditores fiscais da Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo e de avaliadores da Caixa Econômica Federal.
Investigação mira cadeia de receptação de joias.
Segundo as investigações, os suspeitos fariam parte de uma estrutura conhecida como “círculo de fogo”, concentrada na região central de São Paulo. Nesse esquema, joias roubadas seriam adquiridas por empresas suspeitas e posteriormente derretidas.
O objetivo seria transformar as peças em matéria-prima, dificultando a identificação da origem ilícita do material e permitindo sua reinserção no mercado formal.
A investigação busca identificar todos os integrantes da cadeia criminosa, incluindo aqueles responsáveis pela compra, financiamento, transformação e posterior comercialização dos metais preciosos.
Operação busca enfraquecer estrutura financeira.
O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, acompanhou a saída das equipes policiais durante a madrugada. Segundo ele, atingir os responsáveis pela movimentação financeira e pela transformação dos produtos roubados é fundamental para desarticular o grupo.
O delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, afirmou que a investigação avançou sobre diferentes elos da organização criminosa com o objetivo de reunir novas provas, responsabilizar os envolvidos e interromper o fluxo de metais preciosos provenientes de crimes.
A Operação Ouro Reverso II dá continuidade às investigações iniciadas na primeira fase da ofensiva e busca atingir não apenas os autores dos roubos, mas também os responsáveis pela receptação e pela transformação dos bens de origem criminosa.
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