Vírus do Nilo Ocidental mata 41 pessoas na Itália; Brasil já registrou casos da doença em 2026
O avanço da febre do Nilo Ocidental na Itália voltou a chamar a atenção das autoridades de saúde. O país europeu contabiliza 41 mortes e 594 casos da infecção, segundo o balanço mais recente do Instituto Nacional de Saúde italiano, com dados atualizados até 8 de setembro. Do total, 306 casos correspondem à forma neuroinvasiva da doença, considerada a manifestação mais grave.
Apesar do cenário na Europa, a situação brasileira é diferente. A doença é considerada rara no Brasil, mas o país confirmou quatro casos em 2026, sendo que um deles evoluiu para morte. O Ministério da Saúde acompanha o cenário e publicou, em agosto, uma nota técnica com orientações para vigilância da doença.
Como ocorre a transmissão
A febre do Nilo Ocidental é causada pelo vírus West Nile e é transmitida principalmente pela picada de mosquitos infectados, especialmente do gênero Culex.
Os mosquitos adquirem o vírus ao picar aves infectadas e podem posteriormente transmitir o agente para seres humanos e outros animais.
A transmissão entre pessoas não ocorre normalmente por meio de contato cotidiano. Situações específicas, como transfusões de sangue e transplantes, também podem representar risco e são consideradas nas ações de vigilância sanitária.
Quais são os sintomas?
Na maioria das pessoas infectadas, a doença pode não provocar sintomas ou apresentar manifestações leves.
Quando aparecem, os sintomas podem incluir febre, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço, náuseas e vômitos.
Em uma parcela menor dos casos, a infecção pode evoluir para uma forma grave, atingindo o sistema nervoso. Nessa situação, podem ocorrer encefalite, meningite, alterações neurológicas e outros sintomas graves, principalmente entre pessoas mais vulneráveis.
Brasil tem casos, mas transmissão é considerada rara
Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde e pela Agência Gov, quatro casos foram confirmados no Brasil em 2026, reforçando a necessidade de monitoramento epidemiológico. A doença, porém, ainda não apresenta no país o mesmo padrão de circulação observado em algumas regiões da Europa.
A orientação das autoridades é manter medidas de prevenção contra picadas de mosquitos, como o uso de repelentes, roupas que protejam braços e pernas e telas em portas e janelas.
E Guarulhos?
Até o momento, os dados oficiais consultados não apontam Guarulhos como local de transmissão comunitária da febre do Nilo Ocidental.
Mesmo assim, a atenção às doenças transmitidas por mosquitos é importante no município, principalmente diante da circulação de outras arboviroses, como dengue.
Para a população, a recomendação é evitar água parada, manter quintais e áreas externas limpos e procurar atendimento de saúde diante de sintomas persistentes, principalmente quando houver febre associada a manifestações neurológicas.
O Ministério da Saúde mantém o acompanhamento da doença e disponibiliza informações técnicas para os serviços de vigilância epidemiológica.
Atenção: a febre do Nilo Ocidental não deve ser confundida com dengue, zika ou chikungunya. Apesar de todas serem doenças relacionadas a mosquitos, são causadas por vírus diferentes e apresentam características próprias.
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