1º Encontro de Povos Indígenas de Contexto Urbano de Guarulhos acontece no sábado nos Pimentas

A cidade recebe neste sábado (15) o 1º Encontro de Povos Indígenas de Contexto Urbano de Guarulhos, iniciativa que pretende dar visibilidade à presença indígena na cidade e fortalecer a memória, a cultura e as reivindicações dos povos originários que vivem no município e na Região Metropolitana de São Paulo. O evento será realizado das 13h às 17h na Praça da Cidadania, localizada na rua Padre Dorindo de Oliveira Matias, 193, Pimentas. A entrada é gratuita e a atividade conta com o apoio da Subsecretaria da Igualdade Racial de Guarulhos.

A programação terá apresentações do ritual de Toré e roda de conversa coletiva com lideranças de diferentes povos indígenas, além de exposição e venda de peças de artesanato. A proposta é criar um espaço de encontro, escuta e reconhecimento dos indígenas que vivem em contexto urbano, contribuindo para ampliar o debate sobre ancestralidade, identidade, memória e políticas públicas.

A criação do encontro partiu de Day Puri e do cacique Alex Kaimbé, importante liderança da etnia no Estado de São Paulo, como um contraponto ao Encontro dos Povos Indígenas de Guarulhos, realizado na aldeia Multiétnica Filhos Desta Terra, no Cabuçu, que em 2026 chega à sua 19ª edição. Para Day, levar a discussão para dentro da metrópole é uma maneira de mostrar que a presença indígena não está restrita às aldeias. “Há uma série de povos em Guarulhos e eles precisam ter lugar de fala. Tudo o que conseguimos construir ao longo do tempo é por meio dos movimentos sociais e com respeito à nossa ancestralidade, que é o que pretendemos que aconteça nesse nosso primeiro encontro”, afirma.

Segundo ela, a escolha do Pimentas carrega um forte significado histórico e simbólico. A região possui bairros com nomes de origem indígena, como Jardim Tupinambá, Vila Guarani e Vila Any, evidenciando uma relação ancestral com o território.

Território, memória e resistência

A história indígena de Guarulhos remonta a séculos anteriores à formação da cidade. No século XVI eles, assim como pessoas negras, foram submetidos à escravização em atividades relacionadas à exploração de ouro. A região dos Pimentas acabou por concentrar uma parcela significativa dos povos originários que viviam no município.

Com o processo de ocupação e transformação urbana, indígenas e negros foram progressivamente empurrados para as margens da cidade. Por isso, para Day, realizar o encontro nos Pimentas representa também uma forma de reconhecer a história inscrita no próprio território. “O solo, portanto, tem poder de fala, e fazer o encontro naquele bairro é mais do que adequado. Precisamos juntar pessoas, indígenas ou não, para lutar por políticas públicas”, completa.

Já para Opema Puri, o encontro representa ainda uma oportunidade de recuperar e compartilhar a história do seu povo, cuja existência chegou a ser considerada encerrada durante o século XIX. “Mesmo sabendo que as sementes rolaram a serra e germinaram, nós nunca deixamos de existir. O povo Puri sempre esteve aqui e esse encontro serve para fortalecer e valorizar nossa presença, memória e cultura”, afirma.

Opema ressalta ainda que o evento servirá para reafirmar a continuidade da presença indígena no território. “Iremos compartilhar nossa história e reafirmar que os povos continuam vivos e organizados e que atuamos no território em que nosso corpo percorre, inclusive em Guarulhos e na Região Metropolitana de São Paulo”, completa.

Indígenas na cidade

Para Aruera Guaru-Maromomi, a realização do encontro é fundamental diante da presença de centenas de indígenas em contexto urbano em Guarulhos. Apesar de ser uma das maiores cidades do país, a existência de diferentes povos ainda é pouco conhecida pela população. “Trata-se de uma cidade enorme e poucas pessoas sabem que estamos aqui – quase ninguém, na verdade. Há uma marginalização dos corpos indígenas no estado por conta desse não reconhecimento”, afirma.

O encontro também pretende combater séculos de apagamento da história indígena e promover o reconhecimento dos povos que permanecem em Guarulhos. “O território da cidade é milenar e sagrado, principalmente para as pessoas que guardam essa história. São mais de 500 anos de apagamento da história indígena, de marginalização, e ainda assim os povos permanecem”, destaca Aruera.

De acordo com a liderança Guaru-Maromomi, a valorização da identidade indígena precisa estar acompanhada de espaços permanentes de escuta e participação. “Temos de ser ouvidos, ter espaços de fala em eventos e, ainda mais fundamental, ver nossas demandas atendidas”, afirma.

Aruera reforça o processo histórico de apagamento das identidades indígenas em Guarulhos, que levou parte da população a deixar de se reconhecer como pertencente a um povo originário. “Os povos sofreram um atravessamento enorme quando Guarulhos passou de aldeamento para cidade e partir de determinado momento não se reconheceram mais como povo, e sim como caipiras, roceiros. Quando se perde parte da cultura por conta do atravessamento, fica mais distante o olhar ‘eu sou’ e fica mais próximo o olhar ‘minha avó era’”, explica. “Mas nós não vamos morrer tão fácil como os brancos pensam”, completa.

A história dos Guaru-Maromomi, segundo Aruera, está diretamente ligada à ocupação e à exploração do território. O povo foi utilizado em atividades de garimpo de ouro no Cabuçu e no Lavras, além de outras áreas da Serra da Cantareira, e também no trabalho de abertura de trilhas e atividades agrícolas. “Esse processo de apagamento foi muito bem planejado”, conclui.

“Mais do que uma celebração cultural, o 1º Encontro de Povos Indígenas de Contexto Urbano de Guarulhos pretende ser um espaço de reconhecimento, articulação e fortalecimento da presença indígena no município, reunindo diferentes povos e a sociedade para conhecer suas histórias, culturas e demandas”, comenta Jorge Caniba Batista dos Santos, subsecretário da Igualdade Racial de Guarulhos.

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Graves violações de direitos de crianças’: por que o Discord teve lives suspensas no Brasil

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou a suspensão das transmissões ao vivo do Discord no Brasil após identificar riscos relacionados à exposição de crianças e adolescentes a conteúdos envolvendo violência, assédio, automutilação e incentivo ao suicídio.

A decisão foi tomada pela Superintendência de Fiscalização da ANPD por meio de uma medida cautelar. Segundo a agência, foram identificadas evidências de que a plataforma não teria adotado medidas consideradas suficientes para prevenir e reduzir os riscos associados ao acesso, à exposição e à facilitação de contato com conteúdos que possam representar graves violações dos direitos de crianças e adolescentes.

A determinação estabelece prazo de três dias úteis para que o Discord cumpra as medidas exigidas. A suspensão das transmissões ao vivo permanecerá em vigor até que a empresa apresente à ANPD evidências de que adotou mecanismos efetivos para aumentar a proteção de crianças e adolescentes na plataforma.

Discord não será totalmente bloqueado

A medida não representa a suspensão do Discord no Brasil. A determinação da ANPD atinge especificamente a ferramenta de transmissões ao vivo da plataforma.

O Discord é amplamente utilizado para comunicação entre jogadores e também possui uma grande quantidade de usuários adolescentes. Nos últimos anos, a empresa passou a enfrentar críticas e investigações relacionadas à moderação de conteúdo, segurança e mecanismos de verificação de idade.

Governo já negociava medidas com a plataforma

A decisão da ANPD ocorre um dia depois de a Advocacia-Geral da União (AGU) informar que havia recebido do Discord uma proposta para reforçar a segurança dos usuários, especialmente de crianças e adolescentes.

O documento foi entregue na segunda-feira (10), após reuniões entre representantes do Discord, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, da AGU e da ANPD.

As negociações começaram depois que um relatório da Secretaria Nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça apontou possíveis falhas nos mecanismos de verificação de idade e de proteção de menores de idade utilizados pela plataforma.

O governo passou a cobrar do Discord medidas para adequar o serviço à legislação brasileira, incluindo mecanismos de verificação etária, prevenção de riscos e proteção de crianças e adolescentes.

Pressão aumentou após caso envolvendo adolescente

Na última semana, a primeira-dama Janja da Silva defendeu a retirada imediata do Discord do ar durante um evento sobre violência contra crianças.

A declaração ocorreu após a divulgação de um caso envolvendo uma adolescente de 13 anos que teria sido induzida por um grupo de adolescentes a cometer suicídio durante uma transmissão realizada na plataforma.

O caso também motivou uma operação policial contra suspeitos de participação na indução da adolescente.

O que diz o Discord

Em nota, o Discord afirmou que está analisando a determinação da ANPD e contestou a caracterização feita pela agência.

A empresa declarou que não tolera grupos ou indivíduos que promovam ou incentivem a violência e afirmou ter removido o servidor privado relacionado ao caso após sua criação.

Segundo a plataforma, investigações internas também teriam identificado indícios de que as atividades criminosas foram coordenadas em outras plataformas antes da criação do servidor no Discord e continuaram em outros serviços após os envolvidos serem banidos.

O Discord afirmou ainda que mantém equipes dedicadas à identificação e remoção de conteúdos que violem suas políticas e que continuará colaborando com as autoridades brasileiras.

A empresa também declarou que pretende manter o diálogo com os órgãos públicos para contribuir com uma experiência mais segura para os usuários no Brasil e no restante da internet.

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GCM prende cinco pessoas, apreende mais de 1,1 mil porções de drogas e recupera motocicleta furtada em ações na cidade

A Guarda Civil Municipal (GCM) de Guarulhos realizou uma série de ações entre quarta-feira (5) e quinta-feira (6) que resultaram na prisão de quatro homens e uma mulher, além da apreensão de 1.158 porções de cocaína, maconha e crack. As operações ocorreram em diferentes pontos da cidade e também levaram à recuperação de uma motocicleta com registro de furto.

Na quarta-feira (5), agentes da Ronda Ostensiva Municipal (Romu) prenderam dois homens na rua José Carrenho, no Jardim Gracinda. Durante a abordagem, foram encontradas 300 porções de entorpecentes.

Em outra ação, desta vez na comunidade conhecida como Morro do Amor, na Vila Rio de Janeiro, agentes da Inspetoria Ambiental apreenderam mais 50 porções de drogas, além de um aparelho celular e três rádios comunicadores.

Ainda na quarta-feira, agentes da Inspetoria Leste localizaram e prenderam um homem procurado pela Justiça por roubo. A abordagem aconteceu na estrada Presidente Juscelino Kubitscheck de Oliveira, na região do bairro Água Chata, próximo ao Shopping Bonsucesso.

Também houve uma ocorrência envolvendo uma motocicleta Honda CG 150, na Vila Flórida. O condutor foi preso em flagrante após agentes da Coordenadoria Operacional identificarem irregularidades no veículo, incluindo sinais identificadores adulterados e divergências no emplacamento e nas numerações do motor e do chassi. A motocicleta foi apreendida.

No bairro Marmelo, a Inspetoria Norte recuperou uma motocicleta Royal Enfield branca, ano 2019, que havia sido furtada no dia 2 de agosto. O veículo foi localizado abandonado na estrada do Tanque Grande após a vítima indicar sua localização por meio de um dispositivo de rastreamento.

Já na noite de quinta-feira (6), uma mulher foi presa por agentes da Romu na estrada Guarulhos-Nazaré, no São João. Com ela, foram apreendidas 808 porções de cocaína, maconha e crack.

As cinco ocorrências foram encaminhadas às autoridades policiais, que adotaram as medidas legais cabíveis.

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Agosto Dourado e Lilás leva ações de incentivo ao aleitamento materno e enfrentamento à violência contra a mulher aos serviços de saúde

A Prefeitura de Guarulhos promove ao longo de agosto uma série de atividades em alusão ao Agosto Dourado e ao Agosto Lilás, campanhas dedicadas, respectivamente, à promoção do aleitamento materno e à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. A programação mobiliza unidades da rede municipal de saúde com palestras, rodas de conversa, grupos de gestantes e outras ações de orientação e acolhimento.

No Agosto Dourado, gestantes, puérperas e familiares terão acesso a informações sobre os benefícios do leite materno, preparo para a amamentação, cuidados no puerpério, pega correta e importância da rede de apoio. As atividades são realizadas principalmente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e incluem grupos de gestantes, palestras e rodas de conversa para a troca de experiências e o esclarecimento de dúvidas.

A programação também contempla a qualificação dos profissionais da rede. No dia 27, das 8h às 12h, o CME Adamastor receberá o Curso de Promoção e Incentivo ao Aleitamento Materno, voltado a dentistas e fonoaudiólogos, com o objetivo de fortalecer a atuação desses profissionais na promoção e no apoio à amamentação.

Como parte das ações de incentivo à amamentação, durante todo o mês, o Cempics Fracalanza (Rua Santa Filomena, 104 – Vila Augusta) e o Fundo Social de Solidariedade (Avenida Emílio Ribas, 1315 – Gopoúva) serão pontos de arrecadação de potes de vidro destinados ao Banco de Leite Humano de Guarulhos, que também recebe as doações.

Os recipientes arrecadados são utilizados para a coleta e o armazenamento seguro do leite materno doado. Além de receber e processar as doações, o Banco de Leite atua na promoção e no apoio à amamentação e na distribuição do alimento a recém-nascidos que necessitam desse suporte.

Já o Agosto Lilás amplia os espaços de diálogo sobre a violência contra a mulher. As unidades abordarão prevenção, identificação das diferentes formas de violência, proteção e acolhimento, com atividades destinadas tanto às mulheres quanto aos demais usuários da rede de saúde.

Entre as próximas ações programadas, nesta sexta-feira (14), às 9h, a UBS Acácio promoverá atividade física voltada às gestantes, acompanhada de orientações sobre amamentação e enfrentamento à violência contra a mulher. No dia 20, às 8h, a UBS Allan Kardec realizará uma roda de conversa sobre violência contra a mulher e atividade de relaxamento.

Outra proposta será realizada pelo CAPS Bom Clima no dia 26, às 8h, com uma contação de histórias que terá como temática a violência contra as mulheres. A unidade também realiza neste mês encontros para discutir ações de proteção, conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher com seus usuários.

A programação do mês também incorpora ações relacionadas ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto. No dia 28, às 8h30, por exemplo, a UBS Normandia promoverá, com a participação de uma psicóloga, a palestra Apoio Psicológico ao Combate ao Tabagismo e Impactos na Saúde da Família, dentro do grupo de combate ao tabagismo. Outras unidades terão atividades sobre os malefícios do cigarro, prevenção do câncer de pulmão e apoio à cessação do tabagismo.

Além dos encontros presenciais, unidades da rede manterão durante o mês murais, materiais educativos e orientações sobre os temas das campanhas. As atividades são gratuitas e acontecem ao longo de agosto em UBSs, ambulatórios, CAPS, CEMEGs, Cempics, CERs e outros equipamentos da rede municipal. A programação completa pode ser consultada diretamente nas unidades participantes.

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Prefeitura de Guarulhos entrega 76 novos ônibus com ar-condicionado e amplia frota do “Programa Geladão”

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